Benefício previdenciário indenizatório

Você voltou a trabalhar, mas nunca mais ficou 100%?

O auxílio-acidente pode ser devido quando uma sequela permanente reduz a capacidade para a atividade habitual. Não é necessário estar afastado atualmente.

Douglas Batista Santos em atendimento no escritório

Os quatro pontos centrais

O benefício depende da combinação entre previdência, medicina e realidade profissional.

01

Categoria abrangida

É preciso verificar a categoria previdenciária existente na data do acidente.

02

Sequela permanente

A lesão deve ter deixado uma limitação consolidada, e não apenas sintomas temporários.

03

Redução da capacidade

A limitação precisa repercutir na forma de executar o trabalho habitual.

O nome da lesão não decide o caso. Duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem ter resultados diferentes, porque exercem atividades distintas e suportam limitações diferentes.

Sinais concretos

Como a redução aparece no dia a dia.

A perícia não deveria analisar apenas exames. A atividade habitual e as exigências reais da função são essenciais.

  • Perda de força, mobilidade, audição, visão ou coordenação.
  • Necessidade de fazer mais esforço ou levar mais tempo.
  • Mudança de tarefa, função ou forma de execução.
  • Uso permanente de órtese, prótese ou adaptação.
  • Dependência de ajuda em atividades antes realizadas sozinho.

Situações frequentes

O que, isoladamente, não elimina uma possível análise.

Ainda pode merecer análise

  • Voltou ao mesmo trabalho depois do acidente
  • O acidente não aconteceu no emprego
  • O INSS considerou a pessoa apta
  • A cirurgia trouxe melhora, mas restou limitação
  • O acidente ocorreu há vários anos

Não basta, por si só

  • Ter sofrido qualquer acidente
  • Possuir apenas um laudo com diagnóstico
  • Sentir dor sem documentação ou repercussão funcional demonstrável
  • Ter recebido auxílio por incapacidade temporária
  • Ter cicatriz sem redução da capacidade laboral

O serviço jurídico

A prova precisa contar uma história coerente.

O acompanhamento organiza o histórico do segurado para demonstrar o que aconteceu, o que permaneceu e de que modo a sequela interfere na atividade habitual.

  1. 01Análise do vínculo e da categoria previdenciária na data do acidente
  2. 02Leitura do CNIS e dos benefícios anteriores
  3. 03Organização de prontuários, exames, laudos e documentos do acidente
  4. 04Reconstrução das tarefas exigidas pela atividade habitual
  5. 05Preparação para requerimento e avaliação pericial
  6. 06Atuação administrativa e judicial conforme a estratégia definida
  7. 07Quesitos, impugnações e recursos quando juridicamente cabíveis
  8. 08Comunicação sobre os atos relevantes até a conclusão do serviço

Documentos que ajudam

O vínculo entre o acidente antigo e a limitação atual precisa ser demonstrado.

Dependendo do caso, podem ser relevantes o CNIS, cartas de concessão e cessação de benefícios, prontuários, exames, boletim de ocorrência, CAT, relatórios médicos, documentos da cirurgia, fotografias, descrição da função e provas de mudança de atividade.

Não possuo todos os documentos. O caso está perdido?

Não necessariamente. A análise inicial também serve para identificar o que existe, o que pode ser obtido e quais lacunas comprometem a viabilidade. Documentação incompleta não deve ser escondida nem substituída por promessa: ela precisa ser enfrentada tecnicamente.

Perguntas frequentes

Respostas objetivas antes do primeiro contato.

Posso trabalhar e receber auxílio-acidente?

Em determinadas situações, sim. O benefício é indenizatório e não exige afastamento atual, desde que os requisitos legais estejam presentes.

Acidente de moto pode gerar auxílio-acidente?

Pode ser analisado. O acidente de moto, por si só, não garante o benefício. É necessário demonstrar sequela permanente, redução da capacidade para a atividade habitual, nexo e os demais requisitos.

Acidente antigo ainda pode ser analisado?

Sim. Devem ser examinados o histórico previdenciário, a documentação, o termo inicial e a eventual prescrição de parcelas.

Fiz cirurgia e melhorei. Isso elimina o direito?

Não automaticamente. A análise recai sobre o que permaneceu depois da consolidação das lesões. Recuperação completa e ausência de repercussão laboral, porém, podem afastar o benefício.

O INSS disse que estou apto. E agora?

Estar apto para retornar ao trabalho não é a mesma coisa que não possuir redução permanente da capacidade. São critérios distintos, que precisam ser examinados no caso concreto.

Precisa de tempo mínimo de contribuição?

O auxílio-acidente não exige carência, mas exige qualidade de segurado e enquadramento em categoria abrangida, além dos demais requisitos.

Quanto tempo demora?

O prazo varia conforme a via utilizada, a região, a realização da perícia e as particularidades do processo. Nenhum prazo ou resultado pode ser garantido.

Análise inicial

Descreva o acidente e o que mudou no trabalho.

Informe a data aproximada do acidente, a atividade que exercia, se recebeu benefício do INSS e qual limitação permaneceu.

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